Não reclamar. Absolutamente isto. É sabido por cada um de nós que o dia a dia sem o grande consolo de um desabafo muitas vezes se torna insuportável. Não há mal nenhum nisto. No entanto o verdadeiro risco que corremos, se esconde por detrás dos mais singelos hábitos de nossas vidas. A reclamação acerca das coisas que nos são tão comuns e diárias acaba por nos revelar em um determinado instante de nossas existências, a nossa capacidade sem limites de enxergar por escolha própria qualquer coisa de uma perspectiva pior do que ela já talvez seja. Nos tornamos singulares não aonde devíamos em verdade sermos, mas exatamente aonde nada mais precisa ser piorado é que nos esforçamos por tornar tudo aquilo ainda mais miserável e macerante. Reclamos do Tempo em sua passagem, quando na realidade jamais nos damos conta da brilhante oportunidade que talvez tenhamos ganho de estarmos vivendo hoje para presencia-lo. A vida não é fácil, porque morremos muito depressa. Antes mesmo de daqui deste mundo partirmos, creio que muitos dos nossos os corpos já abandonaram há muitos e muitos anos. Vivemos mesquinhamente em cidades e grandes capitais. Sendo sem pausa o tempo inteiro bombardeados por incentivos que jamais nos alçarão á uma existência segura, nos rendemos sem grandes protestos as propagandas que querem nos provar a todo custo que se for por aquilo que eles mostram as nossas vidas podem mesmo serem muito melhores. Assim a cultura que nos doutrina fermenta seguramente a cada nova manhã de nossos afazeres um colapso particular em cada um de nossos destinos. O mundo não é dos melhores, e a especie humana uma difícil tarefa diária. Mas cada um nessa terra possivelmente haverá ao seu modo de querer fazer desta vida um bocado melhor. E o melhor mesmo da vida, reside na capacidade individual de criar cada homem e mulher ao seu jeito uma ilusão própria que lhe assegure no minimo que possa ser, algumas horas de tranquilidade pelas ruas de suas próprias vidas.
Diariamente me deparo com pessoas, e diariamente a Lamentação acerca de tudo invade as passarelas das bocas até as línguas. Muitas vezes mesmo percebo em uma grande maioria da gente que há por ai, o habito estéril de maldizer sobre qualquer coisa meia duzias de palavras apenas pela simples necessidade de querer cada um com o seu próximo ter alguma coisa para se falar. A estupidez sempre nos sobressai quando a ignorância não encontra saída. Falando menos, quem dera soubéssemos realmente disto, ganhamos muito mais aliviando o peso de nossos fados pela ausência de palavras que só nos servem para recordar o que no fundo há de pior verdadeiramente em cada dia visto. A Economia em todos o seus sentidos deveríamos das mais diversas formas aplicarmos sobre todos os nossos significados. Reclamamos da chuva porque ela nos molha, nos impede, porque temos pressa; reclamamos do sol pelo calor; do vento pelas coisas movimentarem; reclamamos uns dos outros porque esquecemos quem sabe o conselho do velho Cristo, se cada um retirasse antes de mais nada a trave de seu próprio olho, quem sabe não veríamos melhor aquilo que em qualquer um antes nos incomodava; reclama-se do mês, por ser o mês que se é e não outro; do ano; do barulho; do silêncio; reclamamos se estamos sozinho, e se alguém nos aparece para de nossa vida com um outro podermos compartilharmos, reclamos que não nos sobra espaço, que o tempo é curto e o dinheiro falta sempre que necessário.
Conheci muitos, a começar comigo mesmo, que sempre que a oportunidade lhes surgiram fizeram uma reclamação acerca de algo que jamais neste universo deve ter demovido alguém á uma singela solução. O Lamento nunca traz uma saída, porque em nossos vícios de conduta não nos damos a perceber que em verdade nada talvez precise de uma solução. Na maior parte das vezes nossas atitudes de delapidação para com a vida, não passam mesmo de um mero egoismo que emerge dos nossos lapsos de consciência. Um mero oportunismo em que chegamos todas as vezes que nos falta algo de melhor para fazer e autêntico o suficiente para se falar. Falta-nos uma especie de Indiferença sadia, a qual jamais em sua rota culminaria numa irresponsabilidade sem fim para com tudo. Deixar acontecer com a ciência de quem jamais perde o movimento. Creio que se qualquer um em verdade mesmo quiser ter uma noção real do verdadeiro estado em que atualmente encontra-se a sua vida, basta que atentamente tal observador escute quantas vezes em um dia ele é capaz de praguejar contra o Mundo e sua Natureza. Nunca estamos aonde estamos para podermos capturar num instante próximo a grandeza sem par que o Tempo nos sugere. A satisfação para muitos é uma questão para a vida toda, e a vida toda nunca passa de ser uma perspectiva. Um modo de olhar para as coisas.
"Aprendi com minha experiência pelo menos isto: se o homem segue confiante rumo aos seus sonhos e se empenha em viver a vida que imaginou, ele terá um sucesso inesperado em momentos comuns. Deixará algumas coisas para trás, cruzará uma fronteira invisível; novas leis universais e mais liberais começarão a se estabelecer por si só ao redor e dentro dele; ou as velhas leis se ampliarão e serão interpretadas em seu favor num sentido mais liberal, e ele vivera com a licença de uma ordem superior de seres."
Conheci muitos, a começar comigo mesmo, que sempre que a oportunidade lhes surgiram fizeram uma reclamação acerca de algo que jamais neste universo deve ter demovido alguém á uma singela solução. O Lamento nunca traz uma saída, porque em nossos vícios de conduta não nos damos a perceber que em verdade nada talvez precise de uma solução. Na maior parte das vezes nossas atitudes de delapidação para com a vida, não passam mesmo de um mero egoismo que emerge dos nossos lapsos de consciência. Um mero oportunismo em que chegamos todas as vezes que nos falta algo de melhor para fazer e autêntico o suficiente para se falar. Falta-nos uma especie de Indiferença sadia, a qual jamais em sua rota culminaria numa irresponsabilidade sem fim para com tudo. Deixar acontecer com a ciência de quem jamais perde o movimento. Creio que se qualquer um em verdade mesmo quiser ter uma noção real do verdadeiro estado em que atualmente encontra-se a sua vida, basta que atentamente tal observador escute quantas vezes em um dia ele é capaz de praguejar contra o Mundo e sua Natureza. Nunca estamos aonde estamos para podermos capturar num instante próximo a grandeza sem par que o Tempo nos sugere. A satisfação para muitos é uma questão para a vida toda, e a vida toda nunca passa de ser uma perspectiva. Um modo de olhar para as coisas.
"Aprendi com minha experiência pelo menos isto: se o homem segue confiante rumo aos seus sonhos e se empenha em viver a vida que imaginou, ele terá um sucesso inesperado em momentos comuns. Deixará algumas coisas para trás, cruzará uma fronteira invisível; novas leis universais e mais liberais começarão a se estabelecer por si só ao redor e dentro dele; ou as velhas leis se ampliarão e serão interpretadas em seu favor num sentido mais liberal, e ele vivera com a licença de uma ordem superior de seres."
( H. D. Thoreau )
Em verdade penso que a vida na Modernidade não seja a responsável por esta mania humana de sempre maldizer o presente em que esteja vivendo. Quiça nos seja isto mais remoto do que a palavra falada, mas duvido que em algum momento o ato do escárnio por qualquer coisa tenha-se revelado essencial para alguma hora destas nossas passagens pelo mundo. No entanto a super acumulação de afazeres que nos corrompe nos tempos de agora, contribui significativamente para um mundo de pessoas mais exaltadas, rabugentas, mundanas em todos os seus juízos. Cristo uma vez me disse que não me perdesse em preocupações com as coisas e a quanto andam, Cristo não conheceu o Carro, porém quantos de nós em verdade morrerão sem entender no minimo que se importe a diferença que nos traz o Bom Senso para nossos caminhos. Muitos procuram em meio as horas aquelas que se singularizam por trazerem a Paz. Vale-se dizer que a Paz não é um produto da guerra e nem das facetas humanas quando se empenham na construção de suas dicotomias. Esta é minha opinião, na vida humana tudo em sua grande parte que nos sugere mudança, não vem a tona sem antes primeiro ter-se passado por um rigoroso exercício de Pratica e Credo. A força com que alguns de nós pensamos a respeito de algo, em algum lugar do Tempo sempre mostra-se por ser reveladora. De modo que se te empenhas na procura de uma paz qualquer em momentos próprios, insisto em esclarecer que não há de ser Reclamando que haverá de descobrir o teu próprio paraíso ainda nesta vida. O que inclusive sempre me põe a Pensar em dias de chuva na Cidade das Nuvens, pois no Antigo Testamento, Deus toma do Homem o Éden, um lugar aonde ninguém podia ter nada para reclamar, assim estabelece a vida contra o tempo, pelo trabalho e pelos declínios da existência a raça humana haverá de peregrinar na busca do Paraíso Perdido. No entanto cremos que o melhor de tudo na vida sempre esta relacionado ao que vem de fora para dentro, a Busca nunca começa por onde mais cedo ou mais tarde tudo um dia haverá de se terminar: em nós mesmos.
Todos. Absolutamente cada um. Somos todos Ulisses, reis e rainhas de uma pequena ilha da qual nos perdemos após o longo decurso de uma guerra interminável. Haveremos de procurar pelos dias afora até os últimos anos uma saída para o Destino. Poucos em verdade chegarão a Ítaca, muitos submergirão pelas águas de Netuno; outros jamais passarão por Polifeno, e uma vasta maioria dos nossos em verdade não resistirão aos laços de Calipso. Como os animais de Circe nos entregamos facilmente á Taça da Lamentação. Então o tempo chega-nos aos ouvidos, e fala de uma antiga Penélope quem em sua esperança distante, pela vida inteira se dispôs a aguardar pelo momento real do nosso verdadeiro amadurecimento. Muitos são Ulisses, mas poucos Reis ou Rainhas de Ítaca.
Quem tem ouvidos para ouvir, que Ouça.





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